Contraste marca mercado de insumos no início do ano
As fortes movimentações observadas no passado recente ficaram para trás
As fortes movimentações observadas no passado recente ficaram para trás - Foto: inpEV
O mercado de insumos agrícolas inicia o ano marcado por comportamentos distintos entre os principais segmentos. Enquanto parte dos produtos registra pressão de preços, outro grupo apresenta maior estabilidade, refletindo um ambiente mais previsível para o produtor rural.
De acordo com Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o cenário atual revela um contraste claro entre fertilizantes e defensivos. Segundo ele, os fertilizantes começam o ano estressados, com preços mais elevados, enquanto o mercado de defensivos segue em condição bem mais equilibrada. Nos últimos meses, as oscilações foram pequenas e estiveram ligadas basicamente às variações cambiais.
As fortes movimentações observadas no passado recente ficaram para trás. O período em que o glifosato superou R$ 100 no Brasil é citado como exemplo de uma fase de maior volatilidade que não se repete neste momento. Ao analisar o poder de compra do produtor, medido pela quantidade de sacas necessárias por hectare para custear o pacote de proteção de cultivos, Souza avalia que não há grandes distorções, salvo situações pontuais.
Entre os produtos monitorados, o tebuconazol apresenta relação de troca favorável ao produtor rural. Nos gráficos elaborados pela equipe, quanto maior o índice, melhor a condição para o agricultor. Atualmente, a relação está mais positiva do que em 2023 e também superior à observada em 2024. Já no caso do clorotalonil e do mancozeb, a alta nos preços, sem acompanhamento proporcional da soja, reduziu o poder de compra.
De forma geral, os pacotes analisados indicam equilíbrio para a safra 2026/27. O principal fator de variação segue sendo o câmbio. Para aprofundar o tema, foi publicado um relatório específico sobre o cenário.